Simplesmente apetece-me escrever. Não sei do que me apetece escrever mas, apetece-me dizer barbaridades soltas e sem qualquer nexo. Sonho que um dia posso fazer muitas coisas e até agora nada fiz. Apenas penso e repenso como o fazer. Quero-me soltar e motivar. Perco-me pelos vários caminhos que percorro. Exaspero.
Da minha mente saltam várias visões que são oportunas e inoportunas. São lapsos e correcções do que melhor posso fazer. Sinto um certo incómodo desta repentina veia que me apertou, e que me quer fluir, sem pensar nas consequências. Gasto energia em forma vã. Assim como nesta escrita que é pouco inteligente mas que acerta na mouche em algumas pontas soltas. Sinto exactamente isso. Tudo é solto e volta a ser solto mesmo que pegue na outra ponta. Fica sempre a sobrar uma, a da minha mente.
Quero berrar! Soltar um grito que não sai há muito tempo. Mexer em consciências e apontar tudo o que há a apontar. De repente, sinto-me preso. Existe possibilidade de tudo mudar. Ou então esperar que mude. Ou então realmente nada vai mudar, até notarem, que é preciso mudar tudo de novo.
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